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Maria e João: O Conto das Bruxas | Confira nossa análise do filme!

7 meses atrás
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O longa Maria e João: O conto das bruxas dirigido por Oz Perkins e roteirizado por Rob Hayes, inspirado no conto infantil João e Maria dos renomados mundialmente Irmãos Grimm; o filme que contou com atuações de Sophia Lillis conhecida por atuar no filme It:a coisa como Beverly Marsh, a veterana em filmes Alice Krige, o ator mirim Sammy Leakey entre participações especiais como Jessica De Gouw e Charles Babalola.

O filme que fez sua estreia no Brasil nesta quinta-feira (20) pela Imagem Filmes, no qual os amantes dos gêneros de terror, suspense, fantasia poderão conferir no cinema mais próximo.

Temos como a sinopse oficial:

“Desta vez, as migalhas nos guiarão por um caminho muito mais sombrio e perturbador. Durante um período de escassez, Maria (Sophia Lillis) e seu irmão mais novo, João (Sammy Leakey), saem de casa e partem para a floresta em busca de comida e sobrevivência. É quando encontram uma senhora (Alice Krige), cujas intenções podem não ser tão inocentes quanto parecem, que eles descobrem que nem todo conto de fadas tem final feliz.”

Confira o trailer abaixo:

 

“A partir deste ponto terá spoilers do filme com as críticas cinematográficas”

 

A história inicia-se com um enredo arrastado, até mesmo cansativo, mostrando um conto sobre uma garota de capuz rosa que é passado pelas gerações. Então somos apresentados aos protagonistas estrelados por Lillis e Leakey como Maria e João respectivamente, na época da peste bubônica mais conhecida como a peste ou peste negra.

Do início ao fim somos acompanhados de um trilha sonora pesada, vagarosa e instrumental. Os cenário muito bem criados e construidos através de cada ato; são escuros e utilizados de forma construtiva para demonstrar os sentimentos de medo, angústia, fome, alucinações, claustrofobia entre outros sentimentos demonstrados pelos irmãos; este é um dos modos que foi utilizado para o telespectador adentrar na história e criar empatia.  A fotografia quando bem iluminada, se torna mística, misteriosa e bela instigando os telespectadores querer saber mais o que está escondido dentro dela.

Cena oficial do filme Maria e João: O conto das bruxas

A parte ruim das palhetas de cores e iluminação dos filmes é que a maior parte da história se passa no escuro, podendo ser comparado com o 3 episódio da oitava temporada da série  Game of Thrones. Além do jogo de câmera que hora distorce a imagem de fundo e começa a tremular junto com os passos de cada personagem, deixa a visão cansada.

Perkins não teve medo em ousar com poucos personagens em mesmos cenários, pois é utilizado o suspense em cada cena e o terror psicológico. As cenas de terror e horror são poucas, podendo ser contado quantas vezes foram utilizadas os elementos jumps scare e gore. Alguns personagens que aparecem na obra parecem trazer um plot twist e na realidade são pequenos alívios momentâneos para assim conseguir respirar.

As atuações estão condizentes com cada papel e não deixando nada a desejar, desde veteranos de atuação como Krige e os novatos como Leakey. A Maria entregue por Sophia Lillis é uma jovem que aceita qualquer fardo que lhe é dado, com uma evolução de menina à mulher; Alice Krige oferece uma velha senhora,  Holda, sinistra e envolta de mistérios com diálogos interessantes; Sammy Leakey entrega um João com aspectos infantis difíceis de ser encontrados em filmes, como quando ele sente medo do lugar e não deseja explorar aquele local, com a personalidade irritante e questionadora infantil.

As maquiagens, caracterizações, ambientação, efeitos especiais e práticos funcionam para causar um desconforto em quem assiste. A aparência criada para Holda nova e mais velha funcionam bem, assim como as pessoas infectadas pela doença da época ou possuídas pela magia da menina do capuz rosa.

Alice Krige caracterizada como Holda

Tanto a releitura do clássico para esta obra, entrega o que o título revela, sendo realizado com maestria o gênero de fantasia. Entretanto, o final se torna óbvio do meio do filme para frente, tirando a graça de surpreender-se ou tentar resolver os mistérios que se mostram de forma gradual. O enredo quanto à direção estagnou em sua zona de conforto, sendo que a história poderia ser mais explorada dentro do universo que é mostrado.

Um ponto que ganha ressalvas dentro da história é o empoderamento feminino sempre citado entre as conversas de Holda (Alice Krige) e  Maria (Sophia Lillis), como se fosse um tapa de luva de pelica já que a maior parte de atuação do filme é realizado pelo elenco feminino e quase nula a parte masculina.

O filme é um suspense fantasioso, sempre brincando com a crença e descrença da magia, que tenta nos surpreender sem sair da sua zona de conforto dando um final semi-aberto para uma talvez continuação. Além de apostar no novo talento das telas de Hollywood, a jovem Sophia Lillis.

O elenco conta com Sammy Leakey (João) e Sophia Lillis (Maria). Direção de Oz Perkins (O Último Capítulo) e roteiro de Rob Hayes.

Maria e João: O Conto das Bruxas estreia hoje (20) nos cinemas brasileiros.

Leia mais sobre: Maria e João.

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