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Azul é a Cor Mais Quente | Conheça a obra de Julie Maroh que inspirou o filme!

1 mês atrás
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“Meu anjo de azul. Azul do céu. Azul dos rios. Fonte da vida”

O livro em forma de HQ – História em quadrinhos, da autora francesa Julie Maroh, que serviu de inspiração para uma adaptação em longa-metragem pelo diretor Abdellatif Kechiche que se tornou um sucesso. A obra francesa com o título original em francês Le Blue est une Couler Chaude, é um romance gráfico de 160 páginas que foi publicado em 2010, com a edição brasileira pela Editora Martins Fontes.

Para quem já ouviu falar do filme ou já teve a experiência de assisti-lo, deve saber das polêmicas geradas pela direção, porém o livro é completamente diferente. Nele seguimos um rumo diferenciado, ainda mostrando o romance entre as garotas Clementine Emma na França durante o final dos anos 1990.

Durante a leitura podemos notar o quão sensível é a fase de aceitação em descobrir sua sexualidade numa sociedade ainda muito preconceituosa, principalmente por ser muito nova e tratarem apenas como uma fase passageira da adolescência.

Capa do livro de Julie Maroh

Enquanto vagamos na história de evolução da vida de Clementine de como ela lidava com seus sentimentos românticos aos meio de um país que se encontrava numa fase turbulenta, onde mulheres e a comunidade LGBT buscavam seus direitos igualitários e questões políticas. Do mesmo modo, somos apresentados aos sentimentos de Clementine Emma na questão de como interpretam o “amar”.

Julie Maroh já fez altas críticas sobre como retrataram sua obra no longa-metragem e até mesmo a escolha das atrizes que interpretaram o casal principal. No livro, temos uma grande sensibilidade aos assuntos tão delicados; as ilustrações são bem delicadas e realistas, tudo feito minusculamente até mesmo as cores minimalistas; Maroh trabalhou de maneira ampla como mulheres e casais homoafetivos eram tratados naquele período em que lutavam por seus direitos básicos.

 

“Só o amor pode salvar o mundo. Por que eu teria vergonha de amar?”

 

A autora é extremamente detalhista em cada parte de sua Graphic Novel, em assuntos como diálogos entre as garotas ou como a tonalidade azul se torna cada vez mais presente na vida de Clementine ao se notar apaixonada por Emma, também conseguimos notar as tonalidades das páginas mudando de acordo com os sentimentos de Clementine.

O livro possui alguns assuntos que podem gerar um desconforto como discussão de políticas sociais, cenas de sexo (menos do que no filme) e de forma mais suave, doenças terminais e psicológicas. Tudo sendo tratado de maneira gradual e que não faz uma grande massa para o leitor engolir de uma vez só.

Tonalidades de azul tomando lugar.

O final do livro é totalmente diferente do que do filme, sendo mais emocionante e intensa. Temos um pequeno plot twist na obra, no qual consiste em que somos apresentados aos fatos através dos diários de Clementine que estão sendo lidos por Emma.

Temos como sinopse oficial:

“A vida de Clementine muda radicalmente no dia em que ela encontra Emma, uma jovem de cabelos azuis que a ajuda a descobrir todas as facetas do desejo e a enfrentar os olhares alheios. Uma história delicada e sensível”.

Azul é a Cor Mais Quente da autora Julie Maroh que está sendo distribuído pela Editora Martins Fontes, pode ser encontrado no Brasil em diversas livrarias e plataformas online.

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