Destruição Final: O Último Refúgio | Confira nossa análise do filme sobre catástrofe!

5 meses atrás
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É notável que filmes que retratam uma destruição em massa da humanidade, como 2012 Armageddon, além de conseguir trazer uma grande empatia e bilheteria, por trabalhar no medo que a humanidade tem de acabar em basicamente num instante; podemos dizer que o filme dirigido por Ric Roman Waugh também foi um desses, Destruição Final: O último refúgio chegou aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira (19/11), nos traz um ar nostálgico e empático.

Com atuações de grandes nomes reconhecidos mundialmente como Gerard Butler e a atriz brasileira, Morena Baccarin, além da atuação do ator mirim Roger Dale Floyd; o longa-metragem tem um grande peso em artistas, enredo, ambientação e efeitos especiais; o filme chegou para trazer mais emoção e tensão nas área de ação.

Temos como sinopse oficial:

“Em Destruição Final – O Último Refúgio, uma família luta para sobreviver enquanto um cometa segue em direção à Terra. John Garrity (Gerard Butler), sua esposa Allison (Morena Baccarin) e seu jovem filho Nathan (Roger Dale Floyd) fazem uma perigosa jornada à procura de um local seguro para se estabelecerem. Nessa jornada, eles enfrentarão o pior da humanidade em um momento de crescimento do pânico em um cenário onde a lei não mais existe”.

Confira o trailer abaixo:

 

“A partir deste ponto terá spoilers do filme com as críticas cinematográficas”

 

 

Em 2020 graças a coincidências predestinadas, e até mesmo, uma inspiração pelo caos que nos encontramos a sétima arte copia a vida (ou seria o contrário?). Presenteou-nos com filmes que representam muito bem como nos encontramos ou sentimos estar: num apocalipse.

Para muitos, tudo começou a desabar devido a pandemia mundial que se alastrou em pouco tempo, nos limitando e deixando de cabelos em pé; no filme com direção de Ric Roman Waugh e roteirizado por Chris Sparling, mostrando um grau de caos e devastação ainda maior, devido a linha de colisão de diversos meteoritos que desprenderam de um maior e estão colidindo com a terra, na qual a ambientação foca nos Estados Unidos.

Assim que o filme se inicia conseguimos notar o grau de conflitos que vamos presenciar no decorrer da obra, com seus jogos de câmera e paleta de cores que vão de tons frios aos quentes com a emoção das cenas apresentadas. Além de sermos apresentados aos personagens principais estrelados por Butler, Baccarin e Floyd; uma família que encontra num meio de um conflito familiar e uma crise no casamento, no qual tentam amenizar devido ao seu filho ser diabético e ter que utilizar uma aparelhagem especial.

Enquanto John Garrity (Gerard Butler) e Allison Garrity (Morena Baccarin) tentam se reconciliar ou manter uma trégua entre eles, enquanto esperam o momento que seria um marco no ano: “A queda do meteoro Clark”, Garrity recebe um aviso que deve pegar sua família e se deslocar até um ponto de encontro onde aeronaves vão levar famílias selecionadas para abrigos secretos onde vão aguardar um impacto que destruirá o mundo.

O longa-metragem que nos traz um ar nostálgico devido aos filmes que também retratam o fim da humanidade de forma devastadora, como O Dia Depois de Amanhã (2004), Amargeddon (1998), 2012 (2009); com um diferencial muito intrigante, desta vez, aqueles que estão sendo selecionados para se refugiarem não se interligam com a questão monetária, mas sim com a profissão que fará diferença num mundo devastado que deverá ser reconstruído do zero.

Os cenários apresentados, como: lojas sendo destroçadas e saqueadas por diversas pessoas; bandidos que matam para conseguir suprimento; as pessoas lidando com o fim do melhor jeito possível para elas, como buscar a religião ou até mesmo sequestrar uma criança para conseguir uma chance de fugir do fim; continuar no mesmo lugar após muitos anos e aceitar; são muito bem construídos, de uma forma que conseguimos nos imaginar no lugar dos personagens.

Enquanto nos entretemos com a história, somos levados a questionar o que faríamos no lugar dos Garrity, afinal, temos apenas uma chance de tentar escapar e sem poder levar nada. As despedidas são árduas, porém neste contexto de não haver um amanhã, são ainda mais tocantes por sabermos que aquilo era realmente um ponto final em qualquer tipo de relação.

Uma das cenas de destruição do filme.

As cenas de ação são continuas e sem deixar uma pausa para um respiro de calmaria, um modo de o enredo mostrar o quão perto está o perigo e que qualquer coisa de extremo risco pode acontecer em instantes. Pedaços de meteoritos, o desespero humano de achar uma rota de fuga e conseguir sobreviver, explosões, acidentes automobilísticos, impactos num alto grau de destruição são uma das poucas preocupações que os cercam.

Em nenhum momento temos uma breve certeza que tudo vai dar certo para eles, mesmo sendo os protagonistas, tanto que a atuação empregada por Roger Dale Floyd enquanto comenta sobre os flasbacks que temos antes da morte é realmente convincente.

No fim, temos um plot twist com essa menção sobre os flashbacks que retornam de um modo emocionante; mesmo que o casal estivesse passando por seu pior momento, o medo de não conseguirem se reconciliar e desculparem dos erros cometidos, além de conseguirem chegar um local seguro que muitos duvidavam existir, é realmente algo para pensar em nossas ações.
Destruição Final: O Último Refúgio (em inglês – Greenland) fez sua estreia nos cinemas brasileiras na última quinta-feira (19/11), confira o cinema aberto mais próximo de você!

 

Leia mais sobre: Destruição Final: O Último Refúgio.

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