Bill e Ted: Encare a Música | Confira nossa análise do filme de comédia musical!

5 meses atrás
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O filme de comédia musical dirigido por Dean Parisot, Bill e Ted: Encare a Música, com atuações de Alex Winter e o estimado Keanu Reeves; é a continuação do longametragem de 1989 com a mesma temática, intitulado como Bill e Ted: Uma Aventura Fantástica.

A obra realizou sua estreia no Brasil hoje (05/11) pela Imagem Filmes, no qual os fãs da obra que vêm desde 1989 até hoje e apaixonados por musicais recheados de referências históricas de musicistas, poderão conferir no cinema mais próximo.

Sinopse:

“Três décadas depois, Bill (Alex Winter) e Ted (Keanu Reeves) ainda não conseguiram escrever a melhor música de todos os tempos. Os amigos, então, têm a ideia genial de viajar para o futuro, para quando já tiverem escrito a música, e roubá-la de si mesmos… o que poderia dar errado? Ao lado das suas famílias e da inseparável amiga Morte (William Sadler), eles precisam encontrar a música perdida e salvar o mundo de uma possível catástrofe. Tudo isso, claro, sendo excelentes uns com os outros e deixando a festa rolar!”

Confira o trailer abaixo:

 

“A partir deste ponto terá spoilers do filme com as críticas cinematográficas”

 

Está cada vez mais comum encontrar filmes que trazem uma nova parte anos depois, além de ser o modo mais fácil de conseguir gerar maior renda na bilheteria – apelando para o lado nostálgico do público fã.

Alguns filmes, como o Bad Boys II do Will Smith, não conseguiram agradar a maioria; porém, Bill e Ted: Encare a Música, não perdeu a sua essência inicial e soube como casar o longo tempo sem aparecer com um breve prológo apresentado pelas filhas dos músicos principais.

O início explica o que aconteceu durante esse tempo, através da narração das filhas de Bill e Ted, como são conhecidas como Pequena B e Pequena T, de tal modo aqueles que forem assistir o filme não fiquem confusos e perdidos na história linear, para que o filme consiga fluir com a leveza e a comédia típica de dos anos 90.

O filme sempre está dividindo e conseguindo conciliar, de uma forma sutil, o sentimento de nostalgia com curiosidade. Afinal, Reeves se tornou um ator de referência de filmes de suspense e ação, enquanto Winter ficou focado em menores produções e de comédia; uma mistura que deu certo de uma forma interessante.

Já o diretor Dean Parisot, conhecido por dirigir o filme Red 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos, consegue fazer uma interação com os ambientes e viagens no tempo imaginários com o tratamento entre os personagens principais de uma forma esperta para conseguir prender a atenção dos telespectadores. Podemos exemplificar ambas viagens, como  a viagem de Bill e Ted, ficam presos na linha da realidade deles para conseguirem encontrar a música que unirá o mundo, mesmo não tendo conseguido compor em quase três décadas; já a viagem das garotas, Pequena B e T, apenas voltam para o passado, encontrando suas referências musicais que consideram como icônicas, tais como: Jimi Hendrix, Louis Armstrong entre outros ainda mais antigos.

Como um bom filme de temática musical, somos bombardeados de forma amistosa por diversas referências musicais, sendo elas na composição musical do longa quanto por aparições especiais (que podemos citar o querido Dave Grohl e Kid Cudi). Mesmo quem não conheça muito sobre o mundo de musical, não precisa se preocupar, já que sempre vem acompanhada de uma explicação, sem ficar de forma desconexa com o enredo que estamos acompanhando.

O humor presente na obra inteira é aquele dos anos 90, de forma paspalhão com vários fatos improváveis e que desafiam várias probabilidades; como as viagens que ficam tirando personagens de suas respectivas épocas e os juntando, mesmo que não entendam o que realmente esteja acontecendo, enquanto outros vão sendo tirados devido a lapsos temporais.

Não podemos esquecer de mencionar a caracterização dos personagens nas figuras históricas e dos próprios atores principais em diversas linhas variadas do tempo. o ator Jeremiah Craft foi muito bem caracterizado como o musicista Louis Armstrong; Reeves e Winter também não fugiram disso, como quando se tornam alcoólatras charlatões, presidiários tatuados e bombados, até o final da vida como idosos acamados. Percebermos que é para trazer aquele alívio cômico, mas que funciona bem.

Os momentos paspalhos nos acompanham em diversos momentos como: o Robô criado para matar os mocinhos, cria um nome completo e sentimentos dizendo que não pode mais fazer o que foi programado; a ida no inferno com sinal de telefone celular e demônios felizes que te ajudam; casamento em cima de diversos casamentos dentro de uma família com uma babá; a Morte que ama fazer solos de baixo e que gosta de auto-trapacear na amarelinha; diversos destes momentos nos prendem e fazem o senso do ridículo sumir e a risada fluir.

Conseguimos notar uma boa interação entre os atores e os papéis que empenharam, entregando o que é prometido. Vemos Keanu Reeves sendo um pouco mais responsável que seu amigo de anos e um pai de família dedicado, enquanto Alex Winter mesmo amando sua família, faz o que dá na telha; as jovens atrizes Brigette Lundy-Paine (conhecida por atuar na série Atypical) e Samara Weaving (que atuou como protagonista no filme Casamento Sangrento da plataforma de streaming Netflix) conseguem entregar duas jovens que realmente são amigas de infância e são amantes de músicas como seus pais.

No final do longametragem, quando achamos que nada mais pode nos surpreender, aparece o plot twist que estava em nossa cara e mal notamos.

Em suma, é um filme divertido no estilo Sessão da Tarde e que uma família pode assistir reunida, passando aquela nostalgia da geração anterior para a nova.

Bill e Ted: Encare a Música estreou hoje (05/11) nos cinemas do território nacional, confira o cinema aberto mais próximo de você!

Leia mais sobre: Bill e Ted: Encare a Música.

 

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