12 Macacos (1995) | Crítica do filme com Bruce Willis e Brad Pitt

2 meses atrás
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O nono filme do diretor Terry Gilliam se passa numa realidade totalmente distópica. Após um vírus letal dizimar a maior parte da população mundial, os sobreviventes no ano de 2035 vivem no subterrâneo sob um regime um tanto quanto estranho, em que prisioneiros enjaulados são enviados para a superfície para coletar amostras. Enquanto isso, a vida selvagem volta a reinar no planeta.

O ponto de virada da história se dá quando o prisioneiro James Cole, interpretado por Bruce Willis, é encarregado de voltar para a década de 1990 para descobrir a origem do vírus que dizimou a humanidade. Em busca de pistas sobre os misteriosos “12 Macacos“, supostos responsáveis pela origem da pandemia, Cole se vê numa jornada para descobrir mais sobre si mesmo.

Ambientação

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O filme tem uma boa introdução com uma trilha sonora interessante e que ajuda a envolver o espectador num clima de mistério. A ambientação é um ponto forte do filme, se destacando principalmente no início com uma boa trilha sonora enquanto o protagonista visita a superfície da cidade, que já está abandonada há tempos.

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Nesse sentido, há um trabalho competente na construção do cenário pós apocalíptico por parte dos produtores.

Bruce Willis e Brad Pitt

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Os dois grandes atores do filme encontram aqui um ponto chave de suas carreiras.

Bruce Willis, que já havia atuado em Duro de Matar (1988), prova que não é limitado somente ao arquétipo do policial durão. Para se passar por um louco dentro de um hospício, seu personagem se esforça para demonstrar traços fortes de distúrbios mentais. É interessante ver o ator explorando seu lado mais dramático, ainda que não seja o mais comum em seus filmes.

Brad Pitt, que faz um dos personagens principais, constantemente rouba a cena do protagonista. Em seu primeiro papel  grande em um filme famoso, é evidente seu esforço para construir um personagem extremamente carismático e com uma personalidade marcante. Quanto a isso, não há do que reclamar.

Narrativa

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Como é um filme de suspense e ficção científica, naturalmente o espectador precisará observar os detalhes posicionados estrategicamente ao longo da história para tentar chegar a uma compreensão sobre o que está acontecendo. Mas aqui não é isso que acontece. Infelizmente o filme tem um excesso de informações que prejudica o andamento do roteiro. Pior ainda, não há uma ordem coerente de acontecimentos que façam o espectador querer assistir até o final. Minha impressão foi de que tudo no enredo é muito mal encaixado, a narrativa sequer tem um tom bem definido que a caracterize.

Desfecho

12 Macacos tem um final satisfatório em relação ao que havia sido apresentado do início, de modo que tanto o problema do vírus letal quanto as questões pessoais do protagonista James Cole recebam um desfecho adequado. Porém isso nem chega perto de compensar o roteiro extremamente bagunçado que torna a simples tarefa de assistir duas horas de filme sem perder completamente o interesse, um ato heroico.

Questões realmente interessantes como a natureza do vírus letal que dizimou a população e a organização da sociedade no subterrâneo da Terra são totalmente ofuscadas por um roteiro lento e maçante.

Com pouquíssimos acertos e uma trama bem arrastada, 12 Macacos é um filme completamente esquecível e que não merece toda a reverência com a qual é normalmente tratado pelos amantes do cinema.

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