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Mês LGBT | Sense8: Uma das séries mais LGBT+ que você poderia assistir.

Sense8 é uma série da Netflix que lançou em 2015. Sendo criada pelas mesmas criadoras de Matrix, as irmãs Wachouwski, ela conta a história de 8 desconhecidos que podem sentir, ouvir, ver, tocar e fazer tudo que o outro faz. E isso enquanto estão em continentes diferentes.

Mas por que do título? Por que Sense8 é uma das séries mais LGBT que você poderia assistir?

Vamos começar pelo fato de que eles sentem tudo que o outro sente, veem tudo que o outro vê. Ou seja, na hora do sexo, todos acabam participando. As irmãs Wachowski revelaram bem no início da série que elas veem todos os personagens como pansexuais. Para quem não está familiarizado com o termo, transexuais sentem atração por todas as pessoas, independente do gênero e sexualidade.

Outra coisa são os personagens:

Lito é um ator mexicano que esconde sua verdadeira sexualidade, o que resulta de ele esconder seu verdadeiro amor, Hernando, das câmeras. E é aí onde entra Dani, uma atriz que tem uma forte queda por Lito. Bem, isso até ela encontrar o namorado Lito  na cama do ator. Mas não se preocupe, ela consegue criar e ocupar um espacinho no coração dos dois.

Nomi é uma mulher trans e lésbica. Podemos até pensar que o maior problema dela é o fato de que existem 7 outras pessoas ao redor do mundo que podem “ler seus pensamentos”, coisa que no começo não é algo fácil de se lidar ou de se acreditar. Mas também entramos no caso de seus pais que não a aceitam como ela é, o que leva sua mãe a interna-la e tentar fazer uma lobotomia em sua própria filha. Sorte que sua namorada, Amanita, consegue a resgatar antes que algo pudesse acontecer.

Obviamente não podemos esquecer das nossas queridas criadoras e diretoras da série. Para quem não sabe, Lilly e Lana Wachowski são duas mulheres transgêneras e lésbicas. Lilly se assumiu publicamente em 2016, 4 anos depois de sua irmã Lana, que se assumiu em 2012.

A série também conta com um momento icônico dos personagens aqui no Brasil, na Parada LGBT de São Paulo de 2016!

Não se engane! A série não é apenas seus personagens LGBT, mas também todos os assuntos abordados, como bullying, machismo, homofobia, racismo, e outros assuntos extremamente importantes. Sem falar da linda amizade que é formada pelos oito (e romances também). Para quem gosta de violência, pode ficar tranquilo que a série contém diversos momentos eletrizantes! Afinal de contas, estamos lidando com as roteiristas, diretoras e produtoras de toda a trilogia de Matrix.

A série foi cancelada em 2017 por ter altos custos e audiência insuficiente. Porém, os fãs (principalmente os brasileiros) fizeram uma tremenda mobilização, o que fez a Netflix voltar atrás e produzir um final digno de 2 horas, que foi lançado em 2018.

Se interessou um pouquinho? Da uma olhada no trailer da primeira temporada para ver se você se interessa de verdade!

Só uma dica: se você não entender o primeiro episódio, continue assistindo. Afinal, eu só fui começar a entender no final da primeira temporada.