Demon Slayer | O final dos irmãos Kamado e a próxima geração! Confira uma análise do final!

2 semanas atrás
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Uma triste notícia para os fãs da obra de Koyoharu Gotouge, o mangá de Demon Slayer (em japonês – Kimetsu no Yaiba) chegou ao seu fim no capítulo de número de 205.

A obra que se tornou um fenômeno mundial em 2019 por causa de sua adaptação em anime, e que terá o Arco do Trem Demoníaco adaptado em filme com lançamento para Outubro deste ano, teve seu final na mais recente edição da revista Weekly Shonen Jump Magazine

 

“A partir deste ponto contará com spoliers. 

Siga por sua própria conta e risco!”

 

Página colorida do capítulo 205 de Demon Slayer

O capítulo que iniciou-se anos mais tarde, na nossa sociedade atual, no qual somos apresentados aos sucessores dos nossos queridos personagens que pelo tempo já vieram a falecer.

Os personagens nos quais conquistaram um grande carinho entre os fãs, como: Tanjiro Kamado, Nezuko Kamado, Zenitsu, Inosuke, entre os outros pilares; retornam como a nova geração. Gotouge, não teve medo de reutilizar as mesmas aparências de seus queridos personagens, de tal modo, conquistou muita empatia de vários fãs.

Agora falaremos sobre os personagens apresentados, nos quais mostraram que alguns shipps dos fãs se tornaram realidade: os primeiros são os descendentes de Tanjiro e Kanao, o Kanata Kamado que é o filho mais velho e sistemático, e ao filho mais novo que puxou um lado preguiçoso chamado Sumihiko Kamado; os descendentes do casal Nezuko e Zenitsu, a irmã mais velha que não puxou o lado carinhoso e meigo das mulheres que foram igual sua antepassada — Touko Agatsuma, e seu irmão mais novo, que puxou totalmente Zenitsu — Yoshiteru Agatsuma. Além de outros personagens que serviram de reencarnação como: Tenma Uzui, Aoba Hashibira que é uma descendente de Inosouke, um membro da família Ubuyashiki que é considerado a pessoa mais velha do Japão, Toujurou reencarnação de Rengoku Kyojuro, entre outros diversos que os fãs se divertem e emocionam ao ver.

O final da obra obteve um final calmo, lentamente mostrando cada personagem com seu ponto que mais se assemelha com seus antepassados além de suas características físicas. Sendo até mesmo, cômico em alguns momentos; como na parte que Aoba Hashibira fala que os dias estão tristes e quer morar isoladamente numa montanha, assim como seu antepassado que usava uma máscara de javali.

Sem mais demônios e com a tão esperada, diga-se de passagem — tediosa, morte de Muzan, os japoneses agora vivem em paz e harmonia. Tanto, que garantiram um bom futuro para suas respectivas famílias.

Assim como nos filmes da Pixar, podemos notar e captar diversos easter eggs. Causando uma boa sensação de nostalgia.

Não posso deixar de citar uma das cenas que tirou um sorriso do meu rosto, que foi rever os pilares do amor e da serpente — respectivamente Mitsuri Kanroji e Obanai Iguro, cumpriram suas promessas de antes de morrerem que eram se encontrar numa vida após morte como humanos e então ficarem juntos. Até mesmo o pilar da pedra, Gyomei Himejima, aparece rodeado de crianças como um professor do primário.

 

“Eu acredito. Tenho certeza que todos renasceram e estão vivendo felizes”

— Yoshiteru Agatsuma 

 

Realmente a fala de Yoshiteru faz sentido. Todos daquela época, que morreram ou não, na batalha contra Muzan estavam em paz. Nada mais para se preocupar, podendo ser pessoas normais com problemas triviais.

Do início da batalha com o demônio principal, até os dias atuais a autora fez algo mais corrido que talvez numa adaptação em anime se saia melhor do que no mangá. Em alguns momentos parecia se passar muito rápido e precisavam de uma melhor explicação, até momentos arrastados que poderiam ser encurtados; nada que tirasse muito encanto dos fãs.

Como em todas batalhas sangrentas, ambos lados perdem seus integrantes, que no caso dos Hashiras, foi muito bem pago décadas após.

  Koyoharu Gotouge, mesmo utilizando a técnica de deus ex Machina — no qual consiste em dar uma resolução inverossímil para a situação, como os venenos e antídotos. O final foi condizente, até pela sua temática de shounen. 

 Podemos notar também, que os movimentos que foram passados de geração em geração, que compunham a dança do fogo que foi usada na derrota de Muzan ainda se encontra presente e viva na sociedade contemporânea. O sucessor mais novo, Sumihiko, vive a usando em seu favor para não chegar atrasado em sua escola.

E também temos a biografia, que foi denotada como uma ficção científica, escrita por Zenitsu no qual conta toda a história que acompanhamos desde 2016. E Tamayo, médica que ajudou manipular diversas fórmulas para acabar com o vilão final e a trazer a humanidade de volta para Nezuko, nunca foi esquecida por Yushirou, pois o mesmo parece ser o único demônio vivo e vive fazendo pinturas baseadas em Tamayo. 

Por fim, temos a cena final que é retratada em dois momentos: os brincos icônicos de Tanjiro pendurados como uma recordação, e uma fotografia na qual mostra todos os sobreviventes juntos e sorrindo.

Página final em sua língua original de Demon Slayer

Koyoharu Gotouge começou a publicar o mangá na Shonen Jump em Fevereiro de 2016, e o volume de número 20 será publicado pela Shueisha no dia 13 de Maio deste ano. Em Abril de 2019 a obra ganhou uma adaptação em anime que conquistou vários prêmios e um lugar no coração dos fãs.

O mangá Demon Slayer está sendo publicado e traduzido no Brasil pela Editora Panini, e a primeira temporada do anime pode ser visto através da plataforma de streaming da Crunchyroll.

Leia mais sobre: Demon Slayer.