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Ace Attorney | Analisamos um anime sobre… advogados?

2 meses atrás
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Não é de hoje que a temática jurídica ganha visibilidade na mídia geral. Law&Order estreou em 1990, acredite você ou não! (Está se sentindo velho? Eu também…). Claro que não foi apenas a industria de séries que se aproveitou dessa temática: em 2001, Phoenix Wright: Ace Attorney é lançado para Nintendo DS, fazendo tanto sucesso que hoje já conta com 8 jogos, um filme (live action), mangá e um anime, e é sobre este último que falaremos hoje.

Do que se trata?

É isso mesmo que você leu: advogados. Phoenix Wright (Ryūichi Naruhodō em japonês) é um advogado recém formado, começando sua carreira acompanhando Mia Fey (Mayoi Ayasato), sua chefe, e logo de início surgem casos bem impactantes.

Mas seu trabalho não é só gritar “Objection!” para o juiz, contestando e apresentando provas na corte. Ele também faz investigação e pesquisa – descobrir informações com testemunhas, analisar cena do crime em busca de evidências.

Nosso advogado favorito conta com a ajuda da irmão mais nova da sua chefe, Maya Fey (Mayoi Ayasato), uma médium espiritual, para adicionar mais um elemento divertido na história. Enquanto seu rival na promotoria, Miles Edgeworth (Reiji Mitsurugi) tenta garantir o veredito de culpado para seu cliente, Phoenix faz de tudo para provar sua inocência.

Depoimento da Testemunha

Ace Attorney foi ao ar em 2016 como produção original CAPCOM pelos os estúdios A-1, que fizeram um excelente trabalho na adaptação dos jogos para o anime. A história já era boa, mas por ser um jogo quase todo “por escrito”, houve muito trabalho para adaptar e dublar corretamente todas as entonações – especialmente para o inglês, que a dublagem de animes não costuma ser aquela obra prima.

Além disso, estamos falando de um jogo de 2001 de DS, então não tínhamos muitos FPS ou gráficos redondinhos. Os personagens redesenhados em HD conseguiram manter a identidade visual do original sem ficarem estranhos, mas a parte da obra que é mais incrível foi a tradução dos movimentos.

Cada personagem tem uma animação específica para determinadas ações: uma reverência, apontar o dedo ao acusar, algum réu quando é desmascarado que perde a razão, e todas elas foram muito bem recriadas, com alguns vários toques originais que magistralmente compõem a cena, aproveitando o fato de ser agora animada. A comédia está sempre presente.

Falando em coisas originais, o anime traz novas histórias sobre o passado dos personagens, que haviam sido mencionados no jogo, mas nunca explorados a fundo. Agora temos episódios inteiros dedicados a isso, e ao contrário do que acontece quando alguém se mete a fazer prequel de coisas que já existem, essa encaixou muito bem, explorando até mesmo as razões de Phoenix querer se tornar advogado.

Veredito

Um anime sobre advogados, direito e julgamentos não é algo que se vê todo dia. Temos muitos policiais, sobre investigação e assassinatos, então a mistura foi uma boa pedida para esse tipo de mídia. Mesmo sendo baseado no jogo, é uma experiência bem diferente. Aqui temos mais aquela sensação de assistir filmes de Sherlock Holmes, onde vamos descobrindo junto com o protagonista o que está se passando.

Para quem jogou e tem uma lembrança não muito sólida dos casos como eu, é muito divertido rever as reviravoltas e gritar Objection! junto de Phoenix. Os personagens foram bem convertidos, com as personalidades muito bem traduzidas, e as cenas extras não parecem fillers. Para quem não jogou, é uma obra completa e divertida que você facilmente se vê maratonando.

Ace Attorney está disponível em suas duas temporadas no Crunchyroll gratuitamente para qualquer usuário. Já os jogos estão disponíveis para diversas plataformas, sendo remastered para PS4, Switch, PC e XBOX.

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